Índice do Guia
- 1. O que é a Feira do Largo da Ordem?
- 2. As Origens e o Desenvolvimento desde 1973
- 3. A Riqueza do Artesanato Curitibano
- 4. A Gastronomia Popular: Pastel, Caldo e Comidas Típicas
- 5. O Setor Histórico e seus Monumentos
- 6. Música de Rua e Manifestações Culturais
- 7. Dicas Práticas para Aproveitar a Feirinha
- 8. Avaliação de Zeladoria e Segurança do Fiscal
- 9. Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que é a Feira do Largo da Ordem?
A Feira do Largo da Ordem (popularmente chamada de Feirinha do Largo ou Feira de Domingo) é o evento cultural e social mais tradicional e concorrido de Curitiba. Realizada exclusivamente nas manhãs de domingo no Setor Histórico da cidade, no bairro São Francisco, a feira estende-se por mais de um quilômetro de calçadas de paralelepípedos históricos, reunindo cerca de 1.300 artesãos, pintores e produtores gastronômicos.
A feirinha é o ponto de encontro dominical preferido dos curitibanos e dos milhares de turistas que visitam a capital. Caminhar entre as barraquinhas de lona branca é vivenciar o lado mais colorido e artístico de Curitiba: quadros de artistas locais, esculturas em madeira, roupas artesanais, brinquedos tradicionais e plantas ornamentais misturam-se com os cheiros tentadores de pastéis fritos na hora, acarajé e comidas de imigrantes. O evento é cercado por casarões coloniais e igrejas barrocas preservadas que servem de cenário fotográfico espetacular.
Neste guia de fiscalização do Fiscal do Bairro, analisamos o passado e o presente dessa imensa manifestação cultural de Curitiba, trazendo dados sobre sua organização comercial, gastronomia, segurança e zeladoria urbana.
2. As Origens e o Desenvolvimento desde 1973
A Feira do Largo da Ordem foi criada oficialmente em 1973 por um pequeno grupo de hippies, artistas e artesãos locais que se reuniam espontaneamente nas calçadas do Setor Histórico para expor seus trabalhos manuais aos domingos. O projeto foi rapidamente formalizado pela prefeitura de Curitiba no início da década de 1970, integrando a política de revitalização cultural do centro histórico da cidade coordenada pelo urbanista Jaime Lerner.
Inicialmente chamada de Feira de Artesanato da Associação dos Artesãos do Largo da Ordem, a feirinha cresceu continuamente ao longo das décadas, tornando-se a maior e mais importante feira de artesanato do sul do Brasil e uma das maiores da América Latina. O controle rígido da prefeitura garante que apenas artesanatos genuinamente produzidos à mão e comidas de confecção local sejam comercializados, preservando a identidade artística do evento.
3. A Riqueza do Artesanato Curitibano
O artesanato comercializado na feira destaca-se pela variedade e pela excelente qualidade. Dividida em eixos temáticos (como couro, madeira, metal, fios e tecidos, artes plásticas e cerâmica), a feirinha é o local perfeito para comprar lembranças de Curitiba com produção autoral e preços justos.
Os turistas encontram miniaturas de araucárias, imãs de geladeira temáticos das estações-tubo e do Jardim Botânico, tecelagens manuais de lã para o inverno curitibano e pinturas a óleo que retratam os cartões-postais da cidade. A presença dos próprios artesãos nas barraquinhas permite uma rica conversa sobre o processo criativo de cada peça.
4. A Gastronomia Popular: Pastel, Caldo e Comidas Típicas
A gastronomia é uma das maiores atrações da feirinha. O hábito clássico do curitibano aos domingos é comer o Pastel do Largo da Ordem — pastéis fritos na hora, de tamanho generoso e recheios clássicos —, acompanhado de caldo de cana espremido na hora. As barracas de pastéis registram longas filas durante toda a manhã.
Além do pastel, a feira oferece pratos da culinária de imigrantes que ajudaram a colonizar o Paraná: pierogis poloneses de batata e requeijão cozidos com molho de nata, empanadas chilenas recheadas de carne, acarajé baiano frito no azeite de dendê e dezenas de doces tradicionais, como maçã do amor, bombons de morango e cucas artesanais.
5. O Setor Histórico e seus Monumentos
A feirinha estende-se ao redor das construções coloniais mais antigas de Curitiba. O visitante caminha pela **Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas** (a igreja mais antiga da cidade, inaugurada em 1737), o Palácio Garibaldi, a Casa Romário Martins (edificação colonial do século XVIII) e a **Igreja de Nossa Senhora do Rosário de São Benedito**.
A praça abriga também o famoso **Bebedouro do Largo da Ordem**, uma bacia de pedra do século XVIII utilizada originalmente pelos tropeiros para dar de beber aos cavalos e mulas. O trajeto é pavimentado em pedras irregulares de granito (paralelepípedos), preservando o calçamento original do período imperial.
6. Música de Rua e Manifestações Culturais
A atmosfera da feira é animada por dezenas de artistas e músicos de rua que se apresentam espontaneamente nas calçadas e degraus das igrejas: grupos de samba tradicional, duplas de viola caipira, tocadores de gaita de foles, declamadores de poesia e estátuas vivas colorem o trajeto.
O Largo da Ordem abriga também os tradicionais bares centrais que abrem mesas nas calçadas de pedra a partir do meio-dia, onde o público se reúne para confraternizar, ouvir música ao vivo e tomar cerveja após as compras na feira.
7. Dicas Práticas para Aproveitar a Feirinha
- Melhor horário: Chegue cedo, entre 9h e 10h. As barraquinhas estão completas, o sol não está muito forte e as filas de pastéis e comidas de rua ainda estão menores.
- Calçado adequado: Use tênis confortável. O piso de pedras irregulares (paralelepípedos) do setor histórico exige calçado fechado e plano para evitar torções ou escorregões.
- Atenção a pertences: Devido à enorme aglomeração de pessoas, recomenda-se atenção redobrada com carteiras, bolsas e celulares em bolsos traseiros.
- Como chegar de ônibus: O Setor Histórico é atendido por diversas linhas centrais de ônibus e pelo ligeirinho que para na Praça Tiradentes, localizada a poucos metros de caminhada do Largo.